Esta reportagem vem comprovar uma teoria de que quando funcionários estão passando por problemas financeiros ou de saúde na família estão mais vulneraveis a praticarem fraudes.
Existem empresas que criam mecanismos para identificar funcionários com estes tipos de problema, gerando linhas de emprestimos para estes funcionários permitindo com que se identifique os maiores problemas e tente-se minimiza-los.
O problemas com esta crise é que todos estão com medo de perder o emprego e naturalmente começam a colher o máximo de informação possivel para garantir suas biblioteca de informação profissional como: contatos, documentos desenvolvidos, planejamentos enfim, tudo aquilo que ele já produziu na empresa e que poderá ser útil para ele em um novo possivel emprego ou período de desemprego.
===================================
Desempregados ou subempregados, pessoal de TI pode partir para o submundo criminoso em busca de mais dinheiro, diz consultoria.
25 Mar 2009| FONTE - IDG Now
Pesquisa feita pela KPMG aponta que as empresas estão cada vez mais preocupadas com a possibilidade de funcionários roubarem dados corporativos ou vender informações sigilosas para terceiros por conta da crise econômica mundial. A consultoria ouviu 307 organizações do mundo inteiro.
Para 66% dos entrevistados, funcionários de tecnologia desempregados sentiriam grande tentação em realizar crimes digitais, motivados pela perda do emprego, por menores bônus financeiros e participações nos lucros. A pesquisa, chamada “E-crime 2009”, foi apresentada durante congresso em Londres, Inglaterra.
A KPMG identificou que triplicaram as fraudes cometidas por gerentes, funcionários e clientes em 2008 ante 2007, o que indica que a recessão vai reforçar esta tendência.
Pouco menos da metade dos entrevistados que cuidam de infraestrutura, 45%, reportou um aumento no número de ataques contra os sistemas corporativos, enquanto 51% deles ressaltaram que a sofisticação destes crimes está cada vez maior.
Já 68% dos profissionais entrevistados aponta que os cavalos de tróia são as piores causaram os maiores danos e preocupam, seguidos pelos rootkits, spyware, worms, viruses, código malicioso para computadores móveis ou celulares e, por fim, adware.
A pesquisa alertou que os funcionários tradicionalmente têm acesso facilitado aos sistemas corporativos e conhecem as suas fraquezas. As companhias precisam criar regras rígidas para desabilitar os funcionários quando eles deixarem a organização, indica a pesquisa.
Malcolm Marshall, sócio da KPMG em governança de tecnologia, aponta que o surgimento de malware como o Conficker, que foi atualizado remotamente para driblar as ferramentas de segurança, e a queda da eficácia de antivírus apontam para uma modificação profunda na segurança das empresas.
A comunidade de segurança pode enfrentar “uma alteração radical na maneira em que fazemos e-business,” disse Marshall. Segundo ele, isto é parcialmente culpa dos profissionais de TI que não atualizam seus sistemas, a melhor habilidade dos criminosos digitais e falta de conhecimento de segurança dos consumidores.